Diagnóstico correto sobre alergia alimentar é essencial para qualidade e manutenção da vida, alerta especialista

 28/08/2023

Entre os dias 15 a 19 de maio acontece a Semana de Conscientização da Alergia Alimentar. No Brasil não há estatísticas oficiais, mas segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a prevalência parece se assemelhar com a literatura internacional, que mostra cerca de 8% das crianças com até dois anos de idade, e 2% dos adultos com algum tipo de alergia alimentar.

Segundo Paula Bley, médica alergista e membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunologista - Regional PR (ASBAI-PR), a alergia é uma reação exagerada do organismo a determinada substância que, nesse caso, seria um alimento.

“Normalmente para que se desenvolva a doença alérgica, é necessário que o sistema imunológico seja apresentado previamente para essa proteína que será responsável pela alergia. Portanto, a reação alérgica vai ocorrer após um tempo de exposição deste alérgeno ao sistema imunológico”, explicou a especialista da ASBAI-PR.

Alimentos que mais causam alergias

Os alimentos que mais causam alergia são: leite de vaca, ovo, trigo, camarão, peixe, soja, amendoim e castanhas. No entanto, qualquer alimento pode causar alergia.

A Dra. Paula explica que nem sempre a alergia a um determinado alimento vai persistir durante toda a vida. Vai depender da idade do paciente e do alimento em questão.

"Normalmente as alergias alimentares ao leite de vaca e ao ovo, por exemplo, que começam no bebê, com meses de vida, 70% dos casos se resolvem ao redor do 1º ano e 90% ao redor dos 3-5 anos”, esclareceu.

Já uma alergia alimentar que se comece na idade adulta, como a camarão, por exemplo, a resolução espontânea é mais difícil de acontecer .

É importante fazer um diagnóstico correto para que não se faça restrições desnecessárias, podendo, principalmente em crianças, levar a danos nutricionais e de desenvolvimento. É necessário procurar um médico alergista, que através de testes alérgicos e alguns exames possa fazer esse diagnóstico com precisão.

Alergia e intolerância são a mesma coisa?

Alergia não é intolerância. A alergia alimentar é uma reação imunológica do corpo a uma proteína presente em um alimento específico. Isso pode causar sintomas graves como urticária, inchaço, dificuldades para respirar e até mesmo anafilaxia. A alergia alimentar é diagnosticada por meio de testes de alergia e, geralmente, requer eliminação completa do alimento da dieta.

Já a intolerância alimentar é uma reação do corpo a um alimento que não é causada pelo sistema imunológico. Isso pode causar sintomas como dor abdominal, inchaço, diarreia e náusea. A intolerância alimentar pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo deficiências enzimáticas, sensibilidade a aditivos alimentares e intolerância à lactose. O tratamento geralmente envolve a eliminação ou redução do alimento da dieta e o uso de medicamentos para aliviar os sintomas.

Importância do diagnóstico correto

A alergia alimentar pode causar sofrimento físico e psicológico, por isso é importante que o paciente que apresente alguns dos sintomas citados anteriormente procure a ajuda de um médico alergista.

A especialista chama a atenção para o diagnóstico correto das alergias alimentares, bem como o diagnóstico diferencial com as intolerâncias.

“É fundamental procurar um médico alergista para tratar alergias alimentares. Saber se você é alérgico a camarão ou a amendoim faz toda a diferença no consumo e preparo de um prato desses alimentos. Saber se você é alérgico à proteína do leite ou se você é somente intolerante à lactose são orientações e consumo totalmente distintos. Intolerância à lactose não causa choque anafilático; já o simples ato de ferver o leite pode levar a um quadro de anafilaxia em pacientes alérgicos a essa proteína. O diagnóstico correto é essencial para qualidade e manutenção da vida”, finalizou a Dra. Paula.



ASBAI PR

NOSSA MISSÃO

- Esclarecer para a comunidade científica e sociedade em geral, qual o papel do médico alergista e imunologista.

- Enfatizar a necessidade de conferir se o médico especialista possui registro de qualificação de especialidade (RQE) devidamente registrado no CRM e Título de Especialista conferido pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia e Conselho Federal de Medicina.

- Promover educação médica de qualidade tanto para os médicos associados, quanto para a sociedade. Marcelo Jeferson Zella Atual Presidente

 

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